Estados Unidos tira a China do topo de importações após 14 anos de liderança

 Estados Unidos tira a China do topo de importações após 14 anos de liderança

Alsorsa.News

Nos últimos 14 anos a China permanecia como a principal importadora nos Estados Unidos, porém com as diversas sanções impostas e uma distância que tem crescido entre ambos derrubaram ela de sua posição. Pela primeira vez em tanto tempo, o país agora se tornou a terceira maior fornecedora dos EUA, ficando para trás do Canadá e México.


Há cinco anos, a China era responsável por mais de 20% de todos os produtos e matérias-primas que eram encontradas em território americano, porém este número caiu para 13,35% de acordo com o U.S. Census Bureau. O México detém a liderança agora, representando 15% de importações, enquanto o Canadá fica em sua cola – com 14% deste tipo de operações dentro do país vizinho.

De acordo com o mesmo órgão, houve diversas quedas registradas nas importações dentro dos Estados Unidos em relação à China. A entrada de celulares, tablets e similares decaiu em 20,24% – o menor número desde maio de 2016, sem contar com a pandemia de COVID-19. Foram US$5 bilhões em produtos do gênero que deixaram de entrar nos EUA.


Já no cenário dos computadores, o declínio foi um pouco maior. A importação de PCs da China e hardwares viu uma queda de 22,58% – atingindo o menor número desde o ano de 2010. Foram US$4,8 bilhões que não foram investidos em importações do gênero, comparado ao mesmo período do ano passado. Taiwan e o Vietnã conseguiram abocanhar uma parcela do que o mercado chinês perdeu.


Barreira entre Estados Unidos e China

A distância entre os Estados Unidos e China começou ainda durante a pandemia de COVID-19, durante a administração de Donald Trump. Ele aumentou as tarifas de importação vindas do território, o que dificultou a situação do envio de produtos e matérias-primas durante o período. O ex-presidente buscava alternativas, já que se mostrava um grande risco ao mercado a dependência de um país só para se buscar diversos componentes. A administração de Joe Biden manteve as tarifas, fazendo com que as importações caíssem ainda mais.


Estes dados vão contra os números impressionantes que os EUA alcançaram em 2022, onde foram registrados US$3 trilhões de investimentos em importações e US$2 trilhões em exportações – a primeira vez que o país atingiu esta marca.


*Adrenaline/* Informações: Forbes