Nintendo at*aca comunidade de emulação após novo Zelda vazar

A empresa está pedindo a derrubada de ferramentas como o Lockpick, que acusa de contribuir para a pirataria

Alsorsa.News |

Um dos lançamentos mais aguardados de 2023, The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom fez com que a Nintendo decidisse empreender um novo ataque contra a comunidade de emulação. Após o novo game vazar na internet, a companhia japonesa começou a emitir pedidos de derrubada de ferramentas que contribuem para o backup e reprodução de seus jogos.


Um dos alvos da companhia foi o Lockpick, uma ferramenta popular que é usada para fazer o dumping de chaves do Nintendo Switch. Segundo o desenvolvedor e pesquisador de segurança Simon Aarons, a página do projeto no Github foi alvo de vários pedidos de remoção DMCA, que também afetaram outros projetos.

“A Nintendo acaba de emitir vários pedidos de remoção de DMCA para o GitHub, incluindo para o Lockpick, a ferramenta para descarregar chaves do SEU PRÓPRIO Switch, o que é absolutamente ridículo — os piratas não vão obter chaves de seus próprios consoles!”, afirmou Aarons no Twitter.


Nintendo afirma que ferramentas violam seu copyright

Em seus pedidos de derrubada, a casa de Mario afirma que as ferramentas de emulação “oferecem acesso a softwares que infringem seus direitos de propriedade intelectual”. A empresa também afirma que eles permitem que jogadores usem softwares que fornecem acesso a versão pirateadas de seus games.

Foto: Divulgação/Nintendo

Enquanto ferramentas como o Lockpick existem faz tempo, o timing dos pedidos de derrubada parece ser uma tática da Nintendo para evitar a emulação de The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom. Os movimentos recentes da desenvolvedora fizeram com que os criadores do Skyline, um emulador do Nintendo Switch para o Android, desistissem de seu projeto.


Embora tecnicamente o Lockpick não viole nenhuma lei, o fato de a dona do Switch ter à sua disposição uma grande equipe legal pode intimidar seu criador a desistir de manter o software disponível. A companhia japonesa já provou que não tem medo de exercer seu poder dentro e fora dos tribunais, como bem provou recentemente ao retirar do ar diversos conteúdos relacionados a um mod multiplayer de Breath of the Wild.


*PC Gamer / *Adrenaline