Mostrando postagens com marcador IPCA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IPCA. Mostrar todas as postagens

Alta de preço do ovo de galinha é a maior desde 2013, diz IPCA

Nenhum comentário

17 de jul. de 2023

Um dos motivos é o aumento de preços das proteínas concorrentes

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço do ovo de galinha subiu 22,93% nos últimos 12 meses. Trata-se da maior alta de preços do alimento em uma década.


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em julho de 2013, o aumento no valor do ovo foi de 24,54%.


O analista da pesquisa do IBGE, André Almeida, informou à Folha de São Paulo que a carestia do ovo pode ser associada a uma série de fatores, como o aumento dos custos de produção, a menor oferta e o crescimento do consumo.


Outro motivo seria o aumento de preços das proteínas concorrentes. Com a inflação elevada nas carnes, o ovo passa a ser visto como um substituto e isso aumenta seu valor.


As capitais com as maiores altas de preços do ovo até junho foram Belo Horizonte (31,92%), Aracaju (30,36%) e Goiânia (28,94%). Em São Paulo, o alimento subiu 24,51% no mesmo período.


*Pleno.news 

Preço da carne recua pelo sexto mês seguido e acumula queda de 5,8% no ano

Nenhum comentário

12 de jul. de 2023

Redução no custo dos produtores puxa queda do preço

DENNY CESARE/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO-12/03/2023

Pelo sexto mês consecutivo, o preço da carne bovina registrou queda. Segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgado nesta terça-feira (11), o recuo em junho foi de 2,10%, contribuindo entre os alimentos para a deflação de 0,08% no mês.


Todos os cortes bovinos que fazem parte do índice da inflação oficial tiveram redução no mês e acumulam queda de 5,89% neste ano e de 6,73% em 12 meses. Enquanto o IPCA acumula alta de 2,87% no ano e de 3,16% nos últimos 12 meses.


A alcatra (-8,09%), o filé-mignon (-8,02%), o contrafilé (-7,92%) e a picanha (-6,52%) registram os maiores recuos nos primeiros seis meses deste ano.


A queda do preço de cada corte

No acumulado de 2023, em %:

• carnes em geral: -5,89;

• fígado: -6,51;

• cupim: -2,05;

• contrafilé: -7,92;

• filé-mignon: -8,02;

• coxão mole: -5,16;

• alcatra: -8,09;

• patinho: -5,10;

• lagarto redondo: -4,76;

• lagarto comum: -5,37;

• músculo: -4,28;

• pá: -7,37;

• acém: -6,16;

• peito: -5,63;

• capa de filé: -5,43;

• costela: -5,33; 

• picanha: -6,52.

Fonte: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)


Queda do custo

O economista Matheus Peçanha, do FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), explica que a redução no custo dos produtores acabou se refletindo no bolso do consumidor. E o cenário puxou para baixo projeções de inflação.


"De 2020 até metade do ano passado, esse custo estava jogando contra, estava encarecendo muito por conta da entrada de várias cadeias globais, com o preço de várias commodities agrícolas em alta. Isso levava a um efeito dominó nos preços dos produtos ao consumidor na gôndola", afirma Peçanha. 


Agora o que está ocorrendo é o inverso. Segundo o economista, desde o segundo semestre do ano passado esses custos caíram, principalmente o preço da soja e do milho, que são os principais componentes da ração para o gado.


"A perspectiva para o ano é continuar nessa pegada. Deve haver a redução no ritmo de queda. E isso pode se refletir no preço ao consumidor. Mas deve continuar assim, reduzindo ritmo de queda até uma estabilidade no ano", acrescenta o economista.


O evento climático do El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico, pode ajudar neste ano a manter a redução dos custos de soja e milho. Segundo Peçanha, os efeitos desse fenômeno climático geralmente aumentam a produtividade no Centro-Oeste do país. A previsão é que isso ocorra, provavelmente, no último trimestre deste ano.


"Ou seja, a gente deve ter uma estabilidade do preço da carne até o fim do ano, e, se o El Niño trouxer uma produtividade maior, pode haver uma segunda rodada de queda. Mas isso vai depender da magnitude, se vai reverter em ganho de produtividade como normalmente reverte. Então tem muitos 'ses', mas é um evento que está no calendário para ver o que acontece", avalia Peçanha.  


Consumo

Outro fator que contribui para a queda do preço final é a maior oferta de animais no mercado doméstico, que derrubou as cotações no campo. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), esse cenário reflete a tendência de queda nos preços, o que já começa a ser percebido no mercado, como mostra o IPCA. 


Com o crescimento da produção, o consumo de carne bovina pelos brasileiros vai aumentar em 2023, após cinco anos de queda. De acordo com a projeção da Conab, a disponibilidade per capita da proteína vai passar de 26 para 29 quilos por habitante ao ano, uma alta de 11,6%.


Somados os três principais tipos de proteína animal consumidos pelos brasileiros, a bovina, a suína e a de frango, esse número atingirá 96 quilos por habitante ao ano — o segundo maior índice já registrado, inferior apenas ao de 2013.


Nos últimos anos, o consumo de carne bovina havia despencado no país. Em 2018, cada brasileiro comeu, em média, 34 quilos de carne. No ano seguinte, o consumo médio foi de pouco mais de 30 quilos. Em 2020 e 2021, ficou estabilizado em 27 quilos. E, no ano passado, recuou a 26 quilos por habitante no ano.


O preço da carne caiu em fevereiro 1,22%. É a maior queda no preço desse produto nos últimos 15 meses, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado na sexta-feira (10) pelo IBGE. Enquanto isso, a inflação passou de 0,53% em janeiro para 0,84% no último mês. Entre os cortes, a picanha, famosa nos churrascos brasileiros, teve o maior recuo de preço, de 2,63% 


*R7/*Informações Estadão Conteúdo 

Apostas lotéricas terão aumento a partir de 30 de abril

Nenhum comentário

11 de abr. de 2023

Lotofácil, Mega-Sena, Quina e Lotomania são algumas das modalidades afetadas

Alsorsa.News | Apostas lotéricas terão aumento a partir de 30 de abril
Segundo o banco, das 11 modalidades disponíveis, seis terão aumento de R$ 0,50 | Divulgação/Caixa


A Caixa Econômica Federal fará um reajuste no preço das apostas lotéricas. Segundo o banco, das 11 modalidades disponíveis, seis terão aumento para "recuperar o valor monetário das apostas, tendo por base a atualização de seus valores originais utilizando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)".


As alterações, de R$ 0,50, entrarão em vigor a partir de 30 de abril para Lotofácil, Mega-Sena, Quina e Lotomania. A partir de 3 de maio, o reajuste também passará a valer para a Timemania e Dia de Sorte. As apostas tipo "Teimosinha", por sua vez, serão inibidas gradativamente até o efetivo aumento de preço.


"Ao fazer suas apostas, os brasileiros também contribuem com áreas essenciais ao desenvolvimento do país, como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social", disse a Caixa, explicando que do valor arrecadado pelas Loterias, quase metade é destinado a repasses sociais - conforme determinado pela legislação.


*SBT News 

Mercado financeiro projeta aumento da inflação para 5,96%

Nenhum comentário

14 de mar. de 2023

Estimativa consta do Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central

Alsorsa.News | Mercado financeiro projeta aumento da inflação para 5,96%

Economia (Imagem ilustrativa) Reprodução 

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,9% para 5,96% para este ano. A estimativa consta do Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.


A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.


Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.


Em janeiro, puxado principalmente pelo aumento dos preços de alimentos e combustíveis, o IPCA ficou em 0,53%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


JUROS

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado, e é o maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.


Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano em 12,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano e 8,75% ao ano, respectivamente.


Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.


Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.


PIB E CÂMBIO

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano também subiu de 0,85% para 0,89%.


Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,8% e 1,98%, respectivamente. A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o fim deste ano. Para o final de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,30.


*Pleno.news/*Com informações da Agência Brasil

Dólar fecha a R$ 5,1413 (+0,02%) à espera de payroll nos EUA e IPCA

Nenhum comentário

9 de mar. de 2023

Após recuo de 1,02% ontem, dólar teve um comportamento instável nesta quinta-feira

Alsorsa.News | Dólar fecha a R$ 5,1413 (+0,02%) à espera de payroll nos EUA e IPCA

No fim do pregão, a moeda era cotada a R$ 5,1413, praticamente estável - Foto: Pexels | Pixabay 


Após recuo de 1,02% ontem, na contramão da tendência externa de valorização da moeda americana, o dólar teve um comportamento instável nesta quinta-feira, 9, com trocas de sinal ao longo do dia e oscilação de cerca de cinco centavos entre mínima (R$ 5,1099), pela manhã, e máxima (R$ 5,1592), à tarde. No fim do pregão, a moeda era cotada a R$ 5,1413, praticamente estável (+0,02%).


Segundo operadores, o mercado local foi dominado por movimentos para ajustes de posições e realização de lucros, com investidores se preparando para a divulgação amanhã do relatório de emprego (payroll) americano e do IPCA de fevereiro no Brasil. Dados fortes de emprego nos EUA podem ratificar a perspectiva alta mais expressiva dos juros pelo Federal Reserve. Por aqui, uma inflação corrente sem surpresas reforçaria a aposta em queda da taxa Selic a partir de maio, em meio a sinais de restrição do mercado de crédito e à absorção do novo arcabouço fiscal.


A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse hoje à tarde que a nova regra fiscal "vai agradar a todos, inclusive ao mercado". Após encontro com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Tebet afirmou que o arcabouço é "preocupado com a responsabilidade fiscal, com o déficit primário, com estabilização da dívida/PIB, mas atendendo a um pedido justo do presidente da República" de que é preciso "ter recursos para os investimentos necessários para o país voltar a crescer". Tebet repetiu que a proposta, que ainda vai passar pelo crivo de Lula, deve ser divulgada ainda este mês.


Circularam informações de que os novos diretores do Banco Central devem agradar o mercado. Com aval de Haddad e do presidente do BC, Roberto Campos Neto, os nomes já teriam sido encaminhados para a chancela de Lula. A grande expectativa é sobre o substituto do diretor de Política Monetária, Bruno Serra.


"Tivemos um movimento muito acentuado de queda ontem, com a expectativa pelo novo arcabouço fiscal. Hoje foi um dia de ajustes técnicos com o mercado já se preparando para a agenda de amanhã", diz head de câmbio da Trace Finance, Evandro Caciano, ressaltando que é grande a expectativa para o payroll após as falas duras do presidente do Fed, Jerome Powell, no Congresso americano nos últimos dois dias.


No exterior, o dólar recuou frente a moedas fortes, devolvendo parte dos ganhos de ontem, e apresentou comportamento misto em relação a divisas emergentes e de países exportadores de commodities. Entre pares do real, caiu frente ao peso chileno e o rand sul-africano, mas subiu na comparação com o peso mexicano.


O economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, observa que dados com aumento acima do esperado de pedido de auxílio-desemprego nos EUA, divulgados pela manhã, acabaram abrindo espaço para uma baixa do dólar frente a moedas fortes, após a arrancada provocada pelas declarações de Powell nas sessões anteriores.


"A grande expectativa agora é pelo payroll amanhã. Ontem, o Brasil descolou da alta do dólar com essa expectativa de que o arcabouço fiscal está andando, embora seja tudo ainda embrionário. Hoje, tivemos um pouco mais de volatilidade", diz Velloni, que ainda vê a taxa de câmbio oscilando na faixa entre R$ 5,08 e R$ 5,12.


*PEGN

Gasolina cai mais 5,1% e chega ao menor valor em 18 meses

Nenhum comentário

30 de ago. de 2022

 GASOLINA CAI MAIS 5,1% E CHEGA AO MENOR VALOR EM 18 MESES

JPCN.Blog | Gasolina cai mais 5,1% e chega ao menor valor em 18 meses

O preço médio dos combustíveis nos postos do país registrou nova queda. O litro da gasolina passou de R$ 5,40 para R$ 5,25, recuo de 5,1% em relação à semana anterior, e menor valor desde fevereiro de 2021. O valor está em declínio pela nona semana seguida, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), realizado entre os dias 21 a 26 de agosto.

O diesel registrou a maior redução até agora, de 6,5%, passando de R$ 7,05 para R$ 6,93%. Já o etanol recuou 3,8%, de R$ 3,98 para R$ 3,84.

Desde a semana de 19 a 25 de junho, quando o litro da gasolina atingiu o maior valor, R$ 7,39, o preço já caiu 28,9% (R$ 2,14). O valor mais baixo registrado nesta semana foi em Francisco Beltrão (PR), de R$ 4,19 o litro. Já o mais alto foi encontrado em Tefé (AM), a R$ 7,00.

recuo no preço do combustível também é motivado pela isenção da alíquota do ICMS sobre gasolina e energia elétrica. Além disso, o recuo segue as três reduções do valor nas refinarias autorizadas pela Petrobras em menos de um mês. 

O resultado já reflete na economia, provocou a maior deflação desde 1980, ano que marca o início da série histórica do indicador, e deve causa uma nova queda de preços neste mês de agosto. Em julho, o recuo de 0,68% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi guiado, justamente, pelos valores dos combustíveis (-14,15%).

Texto e foto: reprodução/RicMais

Inflação brasileira pode fechar o ano mais baixa que a dos EUA, Europa e Reino Unido

Nenhum comentário

24 de ago. de 2022

 Variação do índice de preços deve fechar abaixo de 7% ante estimativas de 8% (EUA), 7,5% (Zona do Euro) e 13% (Reino Unido)


A inflação brasileira caminha para encerrar o ano de 2022 abaixo dos índices dos Estados Unidos, Europa e Reino Unido. Será a primeira vez que isso acontecerá caso as projeções do mercado financeiro se concretizem. A variação do índice oficial de preços ao consumidor deve fechar abaixo de 7% contra estimativas de 8% nos Estados Unidos, 7,5% na Zona do Euro e 13% no Reino Unido.

Depois de registrar em julho queda de 0,68%, o menor resultado da série histórica do índice, iniciada em janeiro de 1980, de acordo com dados de IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a previsão do mercado é que o índice de preços tenha novo recuo em agosto (-0,26%).

O IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que acumula 10,07% nos últimos 12 meses, deve voltar a ter um dígito e ficar menos distante do teto da meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2% a 5%). No ano, o índice tem alta de 4,77%.

Pela oitava semana consecutiva, as expectativas para a inflação do Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (22), recuaram. As projeções mostram o IPCA de 2022 em 6,82%, ante alta prevista de 7,02%. Há quatro semanas, a estimativa era de um salto de 7,3% nos 12 meses finalizados no próximo mês de dezembro.

“Esse período de maior pressão inflacionária concentrada em alimentos parece que vai oferecer uma trégua. Não que a alimentação vá apresentar alguma queda de preços, como a gasolina apresentou. Isso está longe de acontecer. Mas uma desaceleração pode acontecer em agosto”, afirma o economista André Braz, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

A inflação tem sido um problema não só para o Brasil, mas também para outros países. Após os impactos econômicos da pandemia de Covid-19, o aumento do preço de matérias-primas, principalmente do petróleo, por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia, pressionou os preços no mundo.

Além do conflito, houve ainda os lockdowns na China, que provocaram gargalos de produção. Esses fatores, somados a questões locais, fizeram com que várias nações registrassem grande variação da inflação.

O economista do Ibre explica que o mundo está passando por pressão inflacionária maior. E o remédio para conter essa inflação é exatamente o aumento de juros, como tem sido feito no Brasil. A taxa básica de juros, a Selic, já registrou 12 altas seguidas desde março de 2021 e está em 13,75% ao ano.

“Mas esse aumento de juros gera um efeito colateral que é essa desaceleração da atividade econômica. E o primeiro sinal de que isso está acontecendo é exatamente o das commodities que já começam a cair. Quando a gente observa no mercado internacional o preço do trigo, milho, soja, carne, açúcar e outros alimentos, começa a ver desaceleração. Então essa desaceleração que se apresenta em dólar acaba chegando para a gente. Porque essas commodities seguem tendência do mercado internacional. Se o mundo está desacelerando, está com demanda menor pelas commodities. E essa demanda menor ajuda a esfriar o nível de preços.


ANDRÉ BRAZ, DO FGV IBRE


Com o movimento de desaceleração sustentada por essa possibilidade de o mundo crescer menos, dada a necessidade de aumento de juros para conter a inflação, ao longo de agosto e setembro os brasileiros devem ver a alimentação ainda com inflação, mas mais baixa do que vem registrando nos últimos meses. 

“Tem chance de o país fechar o ano com índice de preços menor que nos Estados Unidos, Europa e Reino Unido, porque a expectativa da gente estava em torno de 7%, agora já está próxima de 6,5% e, a depender do resultado da inflação de agosto, pode até ficar abaixo de 6%”, estima.

Mas boa parte dessa desaceleração fica muito concentrada em gasolina e energia elétrica, com a redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a gasolina e a energia elétrica nos estados e a medida do governo federal que zerou o PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o fim deste ano. 

Além disso, a Petrobras reduziu os preços nas refinarias por três vezes em menos de um mês, com adequação aos valores globais do petróleo. O resultado já é sentido nas bombas. O valor médio do litro já recuou 26,9% (R$ 1,99), em dois meses.

Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio do combustível chegou a R$ 5,40, na semana de 14 a 19 de agosto, o valor mais baixo desde maio de 2021.


No entanto, a desaceleração não alcança exatamente toda a população brasileira. Isso porque a gasolina é mais usada pela classe média alta. Para o economista, essa redução vai ser percebida com mais intensidade em orçamentos de famílias mais ricas.

Essa inflação mais geral que desacelera com fôlego na gasolina vai ser percebida pelos mais ricos. Mas os mais pobres também vão perceber a desaceleração, mas com menor intensidade, mais lenta, em torno dos alimentos.


ANDRÉ BRAZ 


A tendência é que esse movimento se acentue nos próximos meses. “Para este ano, a gente espera uma desaceleração mais geral dos preços, algo que não estava no radar, impulsionado pela perda de fôlego da economia mundial. Mas a maior intensidade desse movimento, infelizmente, sentido pelos mais ricos, porque é basicamente sustentada pela energia e gasolina. Os mais pobres vão pegar alguma coisa de alimentação, mas de menor intensidade”, acrescenta Braz.


Fenômeno Global

A economista Claudia Moreno, do C6 Bank, explica que a inflação hoje é um fenômeno global. No Brasil, o IPCA acumula alta de 10% em 12 meses até julho deste ano. Na Zona do Euro, o índice de preços bateu recorde e subiu 8,9% no mesmo período. No Reino Unido, atingiu 10,1% e também foi a mais alta já vista. Por fim, nos EUA a inflação acumula alta de 8,5%.

“Tivemos um choque global que começou com a crise sanitária, passou por problemas na cadeia global de produção de bens, forte alta de commodities e guerra na Ucrânia. Além de todos esses choques, tivemos estímulos dados em excesso durante a pandemia em alguns países, como foi o caso dos Estados Unidos”, afirma a economista do C6 Bank.

Segundo ela, as comparações devem levar em conta as particularidades de cada país. Nos EUA, a economia forte e o mercado superaquecido mantêm a inflação alta, pelo lado da demanda. A Europa sofreu recentemente o impacto da alta dos preços de energia, que estão levando a inflação para níveis altíssimos. E essa é uma questão complicada, sofrem com preços altos por uma restrição na oferta de gás.

Aqui no Brasil, tivemos choques globais somados a um câmbio mais depreciado no pós-pandemia, mas recentemente algumas medidas aprovadas no Congresso puxaram a inflação para baixo e estão trazendo um alívio grande para o consumidor. Projetamos que o IPCA feche o ano em 6,5%, sendo que nos nossos cálculos, as medidas de queda de impostos reduziram a inflação em 2,5 pontos percentuais. À frente, a inércia da inflação, de serviços principalmente, deve manter a inflação ainda elevada no Brasil, projetamos IPCA em 5,7% para 2023.


CLAUDIA MORENO, ECONOMISTA DO C6 BANK


No exterior

A taxa de inflação da Alemanha, a maior economia da zona do euro, poderá atingir pico de mais de 10% até o fim do ano, de acordo com relatório mensal do Bundesbank (Banco Central da Alemanha), publicado nesta segunda-feira (22).

A Alemanha tem sido um dos países europeus mais prejudicados pela decisão da Rússia de cortar suas exportações de gás para a região, em resposta às sanções que a União Europeia (UE) impôs a Moscou pela guerra na Ucrânia.

No Reino Unido, que também sofre com aumento da energia após a invasão russa da Ucrânia, o índice de preços saltou para 10,1% em julho, o mais elevado em 40 anos, de acordo com o ONS (Escritório Nacional de Estatísticas). Em junho, a inflação em ritmo anual foi de 9,4%.

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou com elevação dos preços da gasolina e dos alimentos, resultando em junho em 9,1%, a maior taxa anual em 40 anos e meio. As expectativas são de que o Federal Reserve, banco central local, aumente os juros em 0,75 ponto percentual em setembro.

Fonte R7

Após ficar mais caro do que gasolina, preço do leite começa a recuar no país

Nenhum comentário

22 de ago. de 2022

 Bebida subiu mais de 25% no varejo e acumula alta de quase 80% no ano

JPCN.Blog | Após ficar mais caro do que gasolina, preço do leite começa a recuar no país

A fase mais crítica da disparada do preço do leite, que fez do produto o vilão da inflação e diminuiu sua presença nas prateleiras dos supermercados, está ficando para trás. A queda de preços no atacado que começa a ser registrada neste mês por causa da maior oferta e também do fim do período de seca já começa a trazer um alívio para o bolso do consumidor.

Em julho, o leite subiu mais de 25% no varejo e acumulou alta de quase 80% no ano, segundo o IPCA, a medida oficial da inflação do país. Mas, desde o início de agosto até a última terça-feira (16), a cotação média do litro de leite no atacado de São Paulo já caiu quase 17%, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“O pior momento de alta de preços acho que já passou”, afirma Samuel José de Magalhães Oliveira, pesquisador em economia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Leite. Ele pondera que o nível de preços anterior à pandemia não deve ser retomado, mas acredita que as cotações muito elevadas devem ceder neste segundo semestre. O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Diego Pereira, é outro que aposta num recuo de preços ao consumidor em meados de outubro.

Já a rede Hirota, com 18 supermercados, 23 lojas express e 91 pontos de venda em condomínios, registrou queda em torno de 20% no custo do leite este mês. Hélio Freddi, diretor da rede, conta que está repassando essa redução aos clientes.

No mês passado, o leite de caixinha foi o produto campeão de falta nos supermercados, com uma ruptura de 22,7% do volume regulamente ofertado. É o maior índice registrado pelo produto no varejo em três anos, desde janeiro de 2019, aponta pesquisa nacional da consultoria Neogrid. A empresa monitora eletronicamente 80% das maiores redes de supermercados. Pereira, da Apas, diz que a falta do produto no varejo é resultado das negociações mais intensas entre os supermercados e os laticínios, exatamente por conta da alta de preços.


Entressafra

Segundo Oliveira, da Embrapa, esta foi uma das piores entressafras. No primeiro trimestre, a captação de leite pela indústria, que reponde pela maior fatia do mercado, foi de 5,9 bilhões de litros. É um volume 10,3% menor comparado ao do mesmo período do ano anterior.

No entanto, o quadro começou a mudar. Os preços elevados oferecidos pelas indústrias voltaram a estimular os produtores. Adicionalmente, os sinais de recessão na economia global provocaram queda nas cotações dos grãos e aliviaram custos. “Poucas vezes houve um estímulo tão forte via preço para o aumento da produção como neste meio de ano”, frisa Oliveira. Ele conta que há relatos de produtores que estão dando mais ração aos animais, a fim de obter um ou dois litros a mais de leite por dia. Essa mudança já começa a ter impacto no aumento da oferta, nos preços e na normalização do abastecimento.


Seca, pandemia e guerra encareceram produção

O pesquisador em economia Samuel José de Magalhães Oliveira, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Leite, explica que, além da forte seca, uma combinação desfavorável de fatores levou à disparada do preço do leite. Entre eles, estão os choques de preços dos grãos usados na alimentação do gado, como milho e soja, e os lockdowns provocados pela pandemia. Também a guerra entre Rússia e Ucrânia, dois grandes produtores de grãos, encareceu ainda mais o litro de leite.

O resultado foi que os custos de produção dispararam, e o preço oferecido pelas indústrias, pressionado pelo consumo fraco no varejo, não cobriu esse aumento.


Disparada de custos

O pico da alta de custos medidos pela Embrapa ocorreu em agosto do ano passado, quando os aumentos acumulados em 12 meses chegaram a 40%, afirma o pesquisador.

Sem uma remuneração adequada, produtores descartaram matrizes e até desistiram do negócio. Esse quadro explica a alta explosiva de preços no varejo registrada até um mês atrás, com forte redução na oferta do produto nas prateleiras.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo/*InfoMoney

Previsão de inflação para 2022 cai pela 7ª vez seguida e atinge 7,02%

Nenhum comentário

16 de ago. de 2022

 Previsão de inflação caiu de 7,54% para 7,02% nas últimas quatro semanas

Previsão de inflação caiu de 7,54% para 7,02% nas últimas quatro semanas

Os analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo BC (Banco Central) cortaram, pela sétima semana consecutiva, as expectativas de inflação para 2022. Conforme as novas projeções, o índice oficial de preços deve encerrar o ano em 7,02%, ante alta prevista de 7,11% há uma semana.

Há quatro semanas, a expectativa era de um salto para 7,54% para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no acumulado dos 12 meses finalizados no próximo mês de dezembro.

As previsões menores para a inflação surgem no momento em que estados reduzem a alíquota do ICMS sobre gasolina e energia elétrica — após o governo federal ter zerado o PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o fim deste ano.

As isenções fiscais já surtiram efeito e motivaram a maior deflação da economia brasileira desde 1980, ano que marca o início da série histórica do indicador, e devem resultar em uma nova queda de preços neste mês de agosto.

A redução de 0,68% dos preços no mês passado foi guiada, justamente, pelos valores dos combustíveis (-14,15%) e das tarifas de energia elétrica (-5,78%), mas esconde altas significativas em outros itens, principalmente os alimentos.

Mesmo menores, as novas expectativas ainda mostram que o IPCA chegará ao fim deste ano acima da meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2% a 5%).

O próprio BC já admite que o índice oficial de preços vai furar o teto da meta preestabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) pelo segundo ano seguido, conforme dados apresentados na última edição do RTI (Relatório Trimestral de Inflação). Segundo o documento, a possibilidade de a inflação superar o teto da meta em 2022 é de 100%.

O novo furo do teto da meta também é previsto pelo governo federal, que revisou para 7,9% a expectativa de inflação para este ano, de acordo com projeções apresentadas pelo Boletim Macrofiscal, divulgado pelo Ministério da Economia.

Com a nova previsão, a expectativa para o dólar segue em R$ 5,20. Para os preços administrados, tais como energia e combustíveis e planos de saúde, a expectativa passou de -0,92% para -1,12% neste ano. Há quatro semanas, a aposta era de uma alta na casa dos 1,74% e a queda das previsões pela 12ª semana seguida é resultado da redução dos tributos sobre os combustíveis em razão do corte dos impostos.

Para 2023, a previsão para o índice oficial de preços aumentou pela 19ª semana seguida, para 5,38%, aposta também acima da meta definida para o ano que vem. Já para 2024, as expectativas para o IPCA subiram de 3,3% para 3,41%.

*R7 

Não Perca!
© Todos Os Direitos Reservados
Por JPCN.Blog