Transposição do rio São Francisco, um projeto dos tempos do Império.

 A transposição do rio é uma ideia que tem mais de dois séculos. É tão antiga que a palavra utilizada antes era “encanamento”, e Dom Pedro II esteve bem perto de executar o projeto.

Documentos históricos guardados nos Arquivos do Senado e da Câmara, comprovam que diversos projetos de lei que previam a transposição, chegaram a ser discutidos por senadores e deputados do Segundo Reinado.

Nos últimos 12 anos do Império, o parlamento brasileiro sempre recusou as propostas do Imperador Dom Pedro II para a construção de um canal de transposição, alegando que tal idealização tratava-se de uma obra faraônica e de elevado custo. Dom Pedro II vendeu joias, obras de arte e pinturas para arrecadar fundos a fim de custear as obras, entretanto, a quantia obtida era insuficiente. Depois da seca de 1877, o imperador envia uma equipe de engenheiros para a região nordestina para estudar as possibilidades de projetos de engenharia com a intenção de amenizar as consequências das secas. Os resultados desses estudos, realizados por engenheiros brasileiros e ingleses, indicaram a construção de barragens ou açudes. O Açude do Cedro foi umas das primeiras grandes obras de combate à seca realizadas pelo Governo Imperial. A ordem de construção foi dada por D. Pedro II em decorrência do grande impacto social provocado pela seca de 1877.

“Não restará uma joia da Coroa, mas nenhum nordestino morrerá de fome” – D. Pedro II.

Não queremos desmerecer nenhum presidente, mas não podemos deixar de lembrar que Dom Pedro II já se preocupava com o povo nordestino e se empenhava para tentar resolver o problema.

Parabéns ao Presidente Jair Bolsonaro pela conclusão da obra e realização desse sonho tão antigo.

Texto: André Luiz Carvalho

Fonte: Duna Press