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Metaverso pode atingir US$ 900 bilhões até 2030, mostra pesquisa

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21 de out. de 2023

 Embora notícias recentes sugiram que o entusiasmo em torno do metaverso esteja diminuindo, um novo estudo divulgado pela Bain & Company revela que o segmento pode alcançar um valor de até US$ 900 bilhões até o ano de 2030. No entanto, o metaverso ainda pode permanecer em sua fase inicial por mais cinco a dez anos.

Alsorsa.News

O relatório da Bain intitulado “Tirando o Exagero do Metaverso” conclui que o setor apresenta oportunidades econômicas reais e crescentes para as empresas. Além disso, diz que aqueles que se envolverem nas fases iniciais de desenvolvimento do metaverso nos próximos cinco a dez anos têm mais chances de se tornarem líderes de mercado.


Chris Johnson, sócio do setor de Tecnologia da Bain, destaca que à medida que o metaverso evolui rapidamente, a empresa já está testemunhando tecnologias desse tipo sendo adotadas em diferentes setores. Isso inclui plataformas de jogos imersivos que já contam com centenas de milhões de usuários ativos mensais.


O metaverso não é uma plataforma singular, mas sim plural. Com aplicativos para consumidores e empresas se tornando cada vez mais imersivos e colaborativos, o relatório da Bain sugere que é improvável que o metaverso surja como uma única plataforma.


“Plataformas com grandes bases de usuários hoje podem buscar se tornar mais envolventes, enquanto ambientes menores semelhantes ao metaverso tentarão atrair bases de usuários maiores”, disse.


Metaverso

Segundo a pesquisa, esses mundos virtuais provavelmente permanecerão como silos independentes, pois empresas privadas buscam recuperar seus investimentos aproveitando o valor dos conjuntos de dados subjacentes.


O relatório aponta que diversas indústrias já demonstraram o uso de tecnologias semelhantes ao metaverso, incluindo entretenimento, manufatura, saúde, educação e treinamento de funcionários.


A pesquisa da Bain destaca cinco principais campos de batalha competitivos que os executivos devem considerar para ganhar participação de mercado no metaverso:


1. Experiências Virtuais: Prevê-se que representem cerca de 65% do tamanho de mercado projetado do metaverso em 2030. Embora os jogos sejam atualmente a principal aplicação de consumo do metaverso, a aptidão imersiva e o entretenimento também podem ser cativantes a médio prazo.


No lado empresarial, estão surgindo casos de uso inovadores, principalmente em colaboração e produtividade, mas também em marketing digital, treinamento de funcionários, educação e saúde.


2. Ferramentas de Criação de Conteúdo: Deverão representar cerca de 5% do tamanho de mercado do metaverso em 2030. Há uma crescente variedade de ferramentas de software que fornecem os blocos de construção, plataformas de edição e interfaces para criar mundos e experiências no metaverso. Esses recursos facilitam a geração de conteúdo pelos usuários.


3. Lojas de Aplicativos e Sistemas Operacionais: Deverão representar cerca de 10% do tamanho de mercado do metaverso em 2030. O papel das lojas de aplicativos será crucial durante a fase inicial do metaverso, fornecendo aos usuários experiências curadas e de alta qualidade para mantê-los envolvidos na plataforma e nos dispositivos que usam para acessar o metaverso.


Dispositivos e infraestrutura

4. Dispositivos: Deverão representar cerca de 10% do tamanho de mercado do metaverso em 2030. Barreiras tecnológicas significativas precisam ser superadas antes que dispositivos autônomos e confortáveis, que permitem experiências verdadeiramente imersivas, cheguem ao mercado em grande escala.


Para alcançar a adoção em massa, o conteúdo do metaverso precisará funcionar em todos os tipos de dispositivos, incluindo computadores pessoais, consoles de jogos e smartphones, pelo menos por enquanto.


5. Computação e Infraestrutura: Deverão representar cerca de 10% do tamanho de mercado do metaverso em 2030. Empresas de hardware enfrentarão pressão para desenvolver chips de alto desempenho, servidores e tecnologias de rede para renderizar gráficos de alta qualidade e reduzir a latência.


*CriptoFacil

Perdas de Zuckerberg com metaverso batem R$ 188,8 bilhões

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28 de jul. de 2023

Mesmo com rombo, ações e receita da Meta crescem; entenda

JPCN.Blog
Meta registrou uma receita de US$ 32 bilhões no segundo trimestre | Drew Angerer/Getty Images


Dados divulgados no segundo trimestre apontam que as perdas coletivas do Reality Labs, a unidade de metaverso da Meta, já ultrapassaram US$ 40 bilhões (R$ 188,8 bilhões).


Contudo, a controladora do Facebook apresentou na quarta-feira (26) uma receita de US$ 32 bilhões (R$ 151,04 bilhões) no trimestre encerrado em junho, marcando um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado e superando as expectativas de Wall Street.


A empresa registrou lucros de US$ 7,79 bilhões (R$ 36,77 bilhões) no trimestre, um aumento de 16% em relação a 2022, também superando as estimativas dos analistas.


Melhora de imagem

Antes, os analistas se incomodavam muito mais com os altos valores investidos pela empresa no metaverso.


A virada na avaliação de Wall Street pode estar relacionada à melhoria geral do desempenho comercial da Meta.


Tivemos um bom trimestre”, disse o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em comunicado que acompanha os resultados.


Continuamos a ver um forte envolvimento em nossos aplicativos e temos o roteiro mais empolgante que já vi há algum tempo com Llama 2, Threads, Reels, novos produtos de IA em andamento e o lançamento do Quest 3 neste outono.”


O entusiasmo dos investidores em torno da IA ​​ajudou a impulsionar o setor de tecnologia nos últimos meses. Em paralelo, os resultados surgem no momento em que a demanda por anúncios digitais está ganhando força novamente.


Além dos bons números, a expectativa é de que a receita deve seguir em crescimento.


Zuckerberg apresentou seus planos para um “ano de eficiência” em fevereiro, após o terceiro declínio trimestral de receita da Meta.


Ao longo do último ano, a empresa enfrentou forte concorrência, desafios das mudanças de privacidade de aplicativos da Apple e menores gastos com anúncios digitais em meio a uma incerteza macroeconômica mais ampla.


O período foi marcado por medidas drásticas de corte de custos e demissões em massa.


Em novembro passado, a Meta disse que eliminaria 11.000 empregos, marcando a maior rodada de cortes de sua história.


Em março, Zuckerberg anunciou que a big tech demitiria outros 10.000 funcionários.


*CNN Brasil 

Metaverso dá prejuízo de R$ 20 bi, mas Meta lucra em balanço fiscal

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27 de abr. de 2023

 Metaverso dá prejuízo de R$ 20 bi, mas Meta lucra em balanço fiscal

A divisão de realidade aumentada da Meta continua acumulando perdas, tendo registrado prejuízo operacional de US$ 3,99 bilhões no primeiro trimestre de 2023, o equivalente a mais de R$ 20 bilhões pela cotação atual. Os dados estão no balanço financeiro divulgado pela dona do Facebook nesta quarta-feira (26).


Conforme o relatório, a Meta Reality Labs, responsável por desenvolver as tecnologias de realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV) do metaverso, gerou US$ 399 milhões (pouco mais de R$ 2 bilhões) de receita no período. Isso significa uma queda considerável em relação ao último trimestre.


No final do ano passado, a unidade teve US$ 727 milhões (R$ 3,6 bilhões) em receitas, mas apresentou perdas maiores do que agora, chegando a US$ 4,28 bilhões (R$ 21,5 bilhões). Ao longo de 2022, foram US$ 2,16 bilhões (R$ 10,8 bilhões) em vendas e US$ 13,72 bilhões (R$ 69,2 bilhões) em perdas.


O metaverso ainda não atingiu a popularidade pretendida pela empresa.Fonte:  Getty Images/Reprodução 


Os números indicam que as tecnologias de RA e RV da Meta ainda não alcançaram a popularidade desejada por Mark Zuckerberg. A previsão dos analistas era de que esta unidade de negócios registrasse pelo menos US$ 695 milhões em receitas no primeiro trimestre de 2023.


Investimentos continuam, mas reduzidos


Com a mudança de nome de Facebook para Meta em 2021, a organização investiu bilhões de dólares no desenvolvimento das tecnologias para o metaverso ao longo dos últimos meses. Mas a baixa popularidade da plataforma, ao mesmo tempo em que os sistemas de inteligência artificial (IA) crescem, pode mudar os rumos do negócio.


Em comunicado divulgado no mês passado, Zuckerberg comentou a redução de aportes na Meta Reality Labs, juntamente com a demissão de milhares de funcionários para tornar a unidade mais eficiente. Mas isso não significa que a plataforma de realidade virtual será abandonada.


A Meta também vai investir em inteligência artificial.Fonte:  GettyImages 


A partir de agora, ela terá atenções divididas com a IA. Seguindo os mesmos caminhos das suas principais concorrentes, entre as quais Google e Microsoft, a Meta dará um foco ainda maior a esta tecnologia, que em breve pode começar a chegar aos produtos da companhia, como afirmou o executivo.


Outra estratégia adotada pela empresa foi a redução nos preços dos óculos de realidade virtual da marca, Quest 2 VR e Quest Pro. Como relata a CNBC, o modelo mais simples está custando US$ 430 (R$ 2,1 mil), enquanto o mais avançado sai por US$ 1.000 (R$ 5 mil), após quedas de US$ 70 e US$ 500, respectivamente.


Outros dados do balanço

Apesar do prejuízo na unidade de RA e RV, a Meta superou as expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2023. Foram US$ 5,079 bilhões (R$ 25,6 bilhões) de lucro líquido no período, quantia 24% menor do que a registrada no mesmo período em 2022, mas acima do previsto.


Já as receitas ficaram em US$ 28,6 bilhões (R$ 144,2 bilhões), crescimento de 3%, igualmente superando as estimativas. Outro destaque do balanço financeiro foram as receitas obtidas com publicidade nas redes sociais da Meta, que chegaram a US$ 28,1 bilhões (R$ 141,7 bilhões).


*Tecmundo 

Meta finalmente deve lançar SAC para clientes do Facebook

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31 de ago. de 2022

 JPCN.Blog | Meta finalmente deve lançar SAC para clientes do Facebook


Com mais de três bilhões de usuários no mundo, a Meta Platforms Inc. parece estar construindo, pela primeira vez, um serviço de atendimento ao consumidor capaz de dar suporte aos usuários do Facebook, InstagramWhatsApp e Messenger. De acordo com a Bloomberg, a ideia é facilitar a vida de usuários que tiveram suas postagens removidas.

Segundo a publicação novaiorquina, a informação veio do vice-presidente de governança da Meta, Brent Harris, que, em resposta a um questionamento do Conselho de Supervisão do Facebook – que recebeu mais de um milhão de reclamações de usuários – garantiu que o atendimento ao consumidor da Meta é algo que eles estão “gastando um monte de tempo” em cima.

Órgão idealizado por Mark Zuckerberg, que queria uma instância externa para auditar o trabalho do Facebook (depois Meta) e até reverter suas decisões, o chamado Oversight Board formalizou mais de 100 recomendações à Meta. Entre elas, há desde sugestões para mudança de políticas internas, até pedidos de tradução das suas regras para mais idiomas.

Alsorsa.News | Meta finalmente deve lançar SAC para clientes do Facebook
Fonte: Comitê de Supervisão/Divulgação.Fonte:  Comitê de Supervisão 


O que diz a Meta?

Embora dar suporte para as comunidades das redes sociais filiadas à Meta, com base no feedback do seu órgão independente, seja um empreendimento desejável e importantíssimos em um momento de descrédito generalizado com grande parte das mídias sociais, não há sinal de que um SAC da Meta, com seres humanos, irá decolar neste momento.

Em dezembro do ano passado, a empresa chegou a fazer um teste-piloto de um programa de suporte por chat ao vivo, que proporcionou a alguns usuários de língua inglesa a proeza de conversar com um ser humano na Meta, para reclamar sobre bloqueio de contas ou tirar dúvidas sobre novos recursos.

No entanto, questionada pelo The Verge se as declarações atuais de Brent Harris têm algo a ver com aquele "pequeno teste", a Meta não respondeu.

*TecMundo

Meta: O caso da empresa que já se chamava Meta antes de o Facebook escolher o nome

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15 de ago. de 2022

 Meta.is oferece serviços semelhantes e tem mais de dez anos de existência com registro de marca federal

JPCN.Blog | Meta: O caso da empresa que já se chamava Meta antes de o Facebook escolher o nomeCréditos: Arte: Neri Neto / Mundo Conectado

No final de 2021, o até então Facebook se apresentou de uma nova forma. Mark Zuckerg, fundador da empresa e da rede social anunciou um novo nome: Meta. A novidade, segundo ele, vinha acompanhada de um grande plano chamado Metaverso.

Um novo nome com um significado claro, o momento de ir além (Meta, do grego, além). Ir adiante de tudo que tinha sido feito até então, continuar conectando pessoas, mas de uma forma mais imersiva.

Meta é um nome curto, fácil de decorar, tem tudo a ver com o que a empresa passa a buscar, mas desde o início existiu uma dúvida. Como ficam as empresas que já tinham esse nome? É o caso desta outra Meta, que tem como site Meta.is, uma pequena empresa de realidade aumentada com 12 anos de atuação.


Semelhanças

Facebook é uma empresa gigante, a sexta maior do mundo em tecnologia, segundo a Forbes. E gigante também parece ter sido o impacto da mudança de nome para outras empresas pequenas que já eram conhecidas por Meta.


Para facilitar, neste artigo me refiro à Meta do Facebook como Facebook e à Meta que já existia como Meta ou Meta.is. Isto não reflete um posicionamento legal.

No caso da Meta.is há algumas semelhanças que vão além do título, como o próprio logo de cada uma.


A imagem acima aparece no documento oficial que pede uma revisão do registro das marcas, mas este parece ser apenas um detalhe.

Segundo os representantes da empresa, tornou-se impossível compartilhar o mesmo nome com a gigante da tecnologia.

A reclamação pública menciona: “Que a Meta como era antes não pode mais oferecer bens e servidos sob a marca Meta. Isso porque, segundo eles, os consumidores têm tendência a entender errado que Meta é um serviço relacionado ao Facebook.”

Além disso, que os serviços estariam associados a uma certa toxidade do Facebook. Estar associado a serviços do Facebook é algo muito negativo para os negócios pela forma que muitas pessoas enxergam a empresa de Zuckerberg. 

E, apesar de ser uma opinião da empresa menor, vale lembrar que realmente o Facebook está sempre em investigações por controle e venda de dados e questões envolvendo a saúde das pessoas online.

Muitos deixam o Facebook pela política de anúncios presente nas redes, em que podem ser oferecidos produtos com base em preferências e escolhas pessoais. O grupo Facebook traz características invasivas.

O Facebook também é muito apontado por especialistas como um dos polarizadores dos últimos tempos. No documentário O Dilema das Redes Sociais, é possível entender como a rede sociado Zuckerberg ajudou a criar bolhas, segregar cada vez mais as pessoas, fazendo com que elas se fechassem para ideias contrárias.

De qualquer forma, não foi de uma hora pra outra que tudo isso aconteceu. Por que só agora isso foi parar na justiça?

Sem negociações

A Meta.is explica: “Em 28 de outubro de 2021, o Facebook tomou nossa marca e nome Meta, no qual colocamos nosso sangue. Hoje, depois de oito meses tentando negociar com o Facebook de boa fé sem sucesso, não tivemos escolha a não ser entrar com um processo contra eles.”

O discurso aqui é de que há intimidação da parte do Facebook e começa a crescer um ar de impunidade. O Facebook tem dinheiro para pagar os melhores advogados do mundo.

Com um impacto grandes nos negócios, até que a situação seja resolvida, os negócios de anos da empresa menor podem ser prejudicados. Isso porque realmente é muito mais fácil que pessoas conheçam um serviço do Facebook em vez do que uma empresa infinitamente menor. Mesmo estes primeiros oito meses de tentativa de negociações parecem ter prejudicado a Meta.is.


Sobre isso, há uma declaração no site que diz:


EM MEIO AOS DESAFIOS DA PANDEMIA E SEU IMPACTO NO ESPAÇO DE VIVÊNCIAS, ESTÁVAMOS DANDO OS RETOQUES FINAIS EM NOSSA NOVA INICIATIVA, UNREALITY. E ENTÃO, UMA DAS EMPRESAS MAIS PODEROSAS DO MUNDO TIROU NOSSA IDENTIDADE SEM AVISO PRÉVIO.

Unreality é um produto de imersão da Meta.is, que também aparece na argumentação no documento compartilhado no site. Isso porque, segundo eles, a Unreality funciona como uma marca abaixo da empresa deles, mesma estratégia de mercado adotada pelo Facebook, criou uma empresa maior para controlar todas as suas outras.


Meta vs Meta

Ambas as empresas têm base nos Estados Unidos, e o registro da Meta que já vinha funcionando é válido. A disputa vai para a justiça e pode não ser muito simples de ser resolvida, o processo pode ser mais complicado e tomar mais tempo porque o Facebook está pedindo validação em diversas frentes de serviços. E há ainda outras empresas não tecnológicas que já vinham desempenhando funções e que querem garantir seus direitos com esse mesmo nome. 

Um ponto muito interessante e complicado disso tudo é que, de qualquer forma, os dois lados oferecem alguns serviços que apresentam semelhanças e podem causar confusão para algumas pessoas. O grande foco do Facebook é o Metaverso, que funciona com óculos de realidade virtual e aumentada, o mesmo que vinha sendo utilizado nos serviços da Meta para imersão.

👉LEIA AQUI O DOCUMENTO OFICIAL EM QUE A META LISTA TODOS OS ARGUMENTOS CONTRA O FACEBOOK👈

E a carta vai além, dizendo que o Facebook fala muito sobre suporte à comunidade mas suas atitudes vão numa direção contrária, citando este que teria sido um roubo de identidade empresarial. Mencionam que isso deve servir de exemplo para pensarmos, imaginarmos o que pode acontecer se o Facebook dominar o Metaverso.

O que acontece se uma empresa como essas, que vive atropelando tudo para conseguir o que quer, for responsável pela principal forma de conectar as pessoas de forma imersiva?

A lista de reclamações e argumentos vai longe no site oficial Meta.is e reúne 37 páginas. Esse documento, já na segunda página, enfatiza que o Facebook “ignorou o registro federal da marca para serviços a nível digital, incluindo realidade virtual e aumentada.

Talvez você possa se perguntar: mas o Facebook conhecia a Meta? Segundo o documento, o Facebook estava mais do que ciente da participação da Meta no mercado. Em agosto de 2017, teria escrito ao escritório da empresa após testar seus produtos envolvendo imersão digital. “Incrível” e “Espetacular” teriam sido as palavras utilizadas para descrever o que foi testado. A resposta incluía ainda um pedido para que ambas as empresas trabalhassem juntas num futuro próximo.

Estas conversas, em tese, estão guardadas para e deve ser apresentadas durante o processo.

Além disso, de acordo com o documento, há várias outras situações em que as duas conversaram. Após o anúncio da marca, o Facebook teria respondido à reclamação falando que os serviços oferecidos são drasticamente diferentes.

Na página três do documento, no entanto, é descrito que exatamente os mesmos serviços estão sendo oferecidos, as mesmas experiências imersivas, nos mesmos eventos, com os mesmos criadores e empresas.


Sobre Metaverso

Meta.is é uma empresa de tamanho considerável até, mas nada próximo ao Facebook. Ela já trabalhou com Twitter, Samsung, Soundcloud, TheVerge, Spotify e vários outras marcas de renome.

E agora o Facebook, até então uma rede social, faz todo um rebranding, uma mudança de posicionamento no mercado, incluindo o nome, e passa a oferecer os mesmos serviços já oferecidos antes por uma outra Meta.

O que parece aqui é que realmente o Facebook conhecia a marca com registro federal e esse foi um movimento muito bem pensado. Certamente eles sabem o que esperar disso. Até porque quando falamos em Facebook não estamos falando de uma vendinha de esquina, estamos falando da maior empresa de redes sociais do mundo. E olha a importância que redes sociais têm atualmente! Esta é a dona do Facebook, Instagram, WhatsApp.

E isso me lembra muito a sensação que eu tive na primeira vez que assisti ao vídeo de apresentação do Mark Zuckerberg, sobre o Metaverso e a mudança para Meta. Porque o Facebook não tinha nada ao apresentar o rebranding e o metaverso como foi mostrado.

Em tecnologia, apesar de ter a Oculus e ter alguns testes de dispositivos, em funcionamento e sendo comercializado o Facebook não tinha nada. Tudo muito experimental e feito por baixo dos panos. Enquanto isso, a outra empresa já estava em funcionamento e pagando suas contas com esses serviços.

E como mencionado pela Meta.is, o Metaverso vem sendo construído há anos por especialistas da área, e pra muita gente a impressão passada foi de que o Facebook criou o Metaverso, quando isso não é verdade.

Vale lembrar que o próprio termo Metaverso aperece a primeira vez em Snow Crash, de New Stephenson, um livro. E a ideia já tá aí faz muito tempo. Mas essa foi uma jogada muito esperta.

Porque Zuckerberg e seu time podem nem ser os mais capazes de implementar um mundo virtual como esses, mas tomando essa ideia como própria e divulgando como algo deles é uma forma de conseguir espaço e até de matar algumas concorrências.

Vale lembrar que a empresa dele é a todo instante acusada de antistruste, e não à toa. Ela compra empresas menores com soluções que podem ter sucesso, para evitar ser engolida no futuro, impedir competição e quem sabe lucrar com algo que possa se tornar um sucesso.

E o fato de se posicionar assim, certamente confunde muita gente. Muita gente a partir de agora, quando escuta Metaverso lembra do Facebook, mas a verdade é que isso não tem nada a ver. O Metaverso não depende do Facebook, é um espaço virtual com interação entre pessoas e uma série de possibilidades digitais. Várias empresas estão criando suas formas de conectar pessoas de maneira digital e mais imersiva. É perceptível que o Zuckerberg sonha em gerenciar isso, mas vamos ver se vai acontecer.

Já sobre um possível julgamento, não há, até o momento em que escrevo este artigo, uma decisão judicial e nem um agendamento público para um julgamento.

*Mundo Conectado 

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